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16/7: Hélio Fróes inicia turnê por 10 cidades goianas com “Cobre do meu pai”

  • 10 de jul.
  • 5 min de leitura
Cobre do Meu Pai - Hélio Fróes - Foto: Layza Vasconcelos
Cobre do Meu Pai - Hélio Fróes - Foto: Layza Vasconcelos

No palco, apenas um tapete de couro circular, um tacho de cobre, Hélio Fróes e suas memórias ficcionadas sobre o seu pai. Entre julho e outubro, o ator e diretor da consagrada Cia de Teatro Nu Escuro circula por dez cidades goianas com “Cobre do meu pai”. O trabalho, que teve a sua estreia em 2024, é um monólogo que envolve uma jornada pessoal e profunda, que mergulha nas memórias do ator e dramaturgo e tem direção de Fernanda Pimenta. As primeiras apresentações acontecem em Alto Paraíso, nos dias 16 e 17 de julho, às 19 horas, na Casa de Artes Agami. Em seguida, o trabalho segue para Cavalcante, com apresentações nos dias 18 e 19 de julho, às 19 horas, no Instituto Casa Candeia. A entrada é franca e não é necessária a retirada de ingressos. Este projeto é realizado com Fomento Cultural do Programa Goyazes da Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Goiás, o patrocínio do Supermercado Leve e a produção da Bambolina Produções e da Dias e Melo Assessoria Cultural.


Nos dias 22 e 23 de julho, Olhos d’Água recebe apresentação do monólogo no Naco Núcleo de Arte do Centro Oeste, às 19 horas. Formosa recebe o trabalho no CEU das Artes, na Praça CEU, nos dias 25 e 26 de julho, também ás 19 horas. As quatro cidades ainda receberão uma oficina de “Introdução ao Teatro”, ministrada pelo próprio Hélio Fróes. A oficina terá quatro horas de duração e abordará noções básicas de teatro, expressão vocal e corporal, incentivando o primeiro contato do público com as artes cênicas. Será voltada a qualquer pessoa interessada, acima de 14 anos. Há 15 vagas disponíveis para cada oficina. Elas acontecem em Alto Paraíso no dia 15 de julho, às 14 horas; Cavalcante no dia 20 de julho, também às 14 horas; Olhos d’Água no dia 22 de julho, às 14 horas e Formosa no dia 26 de julho, às 9 horas.


Círculo de Cobre


“Cobre do meu pai” é um trabalho sutil, minimalista e profundo, que versa sobre identidade e memória, patriarcado e masculinidades. Em agosto, o trabalho chega em Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Hidrolândia. Catalão e Campo Alegre recebem o trabalho em setembro e, por fim, chega no mês de outubro em Luziânia. Serão duas apresentações em cada cidade, totalizando 20 apresentações. 


Hélio Fróes compartilha que a circulação tem como objetivo central a democratização do acesso às artes cênicas, levando a produção a localidades historicamente afastadas dos grandes circuitos culturais do estado. “A nossa proposta é justamente romper com a concentração da produção artística em polos já consolidados, como Anápolis, Cidade de Goiás e Pirenópolis — municípios reconhecidos pela efervescência cultural e pela presença constante de eventos, festivais e produções teatrais”, explica o ator e diretor.


Ao direcionar a circulação para outras dez cidades do interior, comenta Fróes, o Círculo de Cobre busca ampliar o alcance do teatro goiano e oferecer a públicos que raramente têm acesso a esse tipo de manifestação artística a oportunidade de vivenciar uma experiência cênica de qualidade. “Esta etapa estadual representa apenas o primeiro passo de um projeto maior. A expectativa é que, a partir da experiência acumulada na circulação por Goiás, o espetáculo siga para outras regiões do país, ampliando seu alcance e consolidando um movimento de descentralização da produção teatral em âmbito nacional”, compartilha Fróes.


Cobre do meu pai


O monólogo parte de uma história real que conduz a uma ficção e fabulação de memórias de Hélio sobre o seu pai. “São questões pessoais, mas que também têm uma dimensão universal, na medida em que o trabalho aborda temas com os quais o público também poderá se identificar”, compartilha o dramaturgo. No cerne dessa narrativa, encontramos a relação infantil entre Hélio e seu pai, um homem que, aos olhos de uma criança, era um verdadeiro herói. No entanto, à medida que a história se desenrola, descobrimos um passado repleto de sombras e atitudes que questionam essa figura paterna.


O trabalho nasce depois de doze anos fora dos palcos; Neste tempo, Hélio Fróes viveu desafios na vida pessoal e novas propostas na vida profissional. O seu pai morreu de câncer e, um ano depois, ele também enfrentou a mesma doença. Ao longo deste tempo, dedicou-se à docência, como professor da Escola do Futuro (EFG) em Artes Basileu França, e à produção audiovisual. Dirigiu trabalhos como “Festa Entre Parentes”, “Vila Mariote” e versão audiovisual de “Gato Negro”. 


Teatro-documentário e fisicalidade em cena


Sem trilha sonora, o trabalho tem a produção de Geovani Santos, direção de arte, figurino e cenário de Rô Cerqueira. A proposta da montagem é de um teatro documentário. “Esta é uma escolha que oferece uma narrativa sólida e baseada na realidade”, comenta o ator.


A diretora Fernanda Pimenta optou pelo método Viewpoints (VP), uma abordagem teatral que se concentra na exploração do tempo, movimento, espaço e relações no palco. “Ao usar as memórias como ponto de partida, os exercícios baseados no sistema VPs foram adaptados para criar cenas que transmitem as histórias e as emoções contidas nos relatos. Isso permite uma exploração física e emocional mais profunda dos eventos e das relações que moldaram a vida do protagonista”, explica a diretora Pimenta

 

Sutilezas em cena - Cobre: verbo e substantivo


No palco, o único adereço no cenário é um grande tacho de cobre de cem litros em cima de um tapete circular de couro. “Esta peça tem um grande peso no texto. A intenção em adotar essa perspectiva minimalista é amplificar a narrativa da peça e envolver o público. São dois elementos circulares que ecoam o tema central da narrativa. A simplicidade e a simetria desses elementos reforçam a ideia de que o passado está sempre presente”, explica Fróes. Ele acrescenta que o cobre, material do tacho, tem um significado duplo para o nome da peça: enquanto substantivo e verbo.


O tacho de cobre é um símbolo importante na peça, representando a herança familiar e os segredos ocultos. Sua venda torna-se uma espécie de rito de passagem para o protagonista, pois o força a enfrentar o passado e a se afastar de sua zona de conforto.


O tom misto de humor e poesia é uma escolha artística intrigante. “Isso permite que a peça equilibre o peso do drama com momentos leves e reflexivos. O humor pode ser usado para aliviar a tensão e criar conexões emocionais com o público, enquanto a poesia adiciona profundidade e beleza à narrativa”, antecipa Fróes.


Sinopse


A decisão do protagonista de vender a herança de família, um tacho de cobre de cem litros, funciona como uma metáfora para uma jornada de autodescoberta. O tacho de cobre, além de seu valor material, torna-se uma alusão para a herança e o legado que o protagonista carrega. Assim como o tacho é passado de geração em geração, as questões do passado são transmitidas de uma geração para a próxima. A forma circular do tacho representa a inevitabilidade desse ciclo, a menos que seja interrompido. O protagonista é confrontado com as ações e segredos de seu pai, que lançam luz sobre sua própria identidade e sua ligação com o passado. Ele percebe que, para romper com o ciclo vicioso de seu passado, ele precisa confrontar e aceitar as verdades incômodas e os segredos que foram escondidos.  


Serviço: “Cobre do meu pai” circula por dez cidades goianas


Alto Paraíso - 16 e 17 de julho - 19h

Local: Casa de Artes Agami, Rua dos Buritis, esq com Av Ary Valadão Filho Qd 32 Lt 04, Centro

Entrada franca


Cavalcante - 18 e 19 de julho - 19h

Local: Instituto Casa Candeia, Rua Pedro Pinto Qd 16 Lt 120, Centro

Entrada franca


Olhos d’Água - 23 e 24 de julho - 19h

Local: Naco Núcleo de Arte do Centro-Oeste

Entrada franca


Formosa - 25 e 26 de julho - 19h

Local: CEU das Artes, Praça CEU

Entrada franca



Assessoria de imprensa - Lumieira Comunicação

Gabriela Callegaris | 62 9 99070958

Ana Paula Mota | 62 9 99415464

Nádia Junqueira Ribeiro | 61 9 8281 0759

 
 
 

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