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12 a 26/04 - REPUBLIKKK volta aos palcos goianos com Coletivo Gueroba - Ouvidor, Goiânia e Anápolis

  • há 2 dias
  • 7 min de leitura

“Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco” retorna aos palcos goianos e amplia circulação pelo interior e capital


Espetáculo do coletivo “Teatro Gueroba” percorre Ouvidor, Goiânia e Anápolis em abril, aprofundando reflexões sobre memória, pandemia e os múltiplos Brasis


Republikk ou Encruzilhada não é beco - MITSP 2026 - Foto: Guto Muniz
Republikk ou Encruzilhada não é beco - MITSP 2026 - Foto: Guto Muniz

Após impactar o público em sua estreia em Goiânia, em 2024, o espetáculo “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco” volta aos palcos do nosso estado em uma nova temporada pelas cidades goianas de Ouvidor (12 de abril), Goiânia (15 a 19 de abril - Teatro LACENA\UFG), e Anápolis (24 a 26 de abril - Teatro Municipal de Anápolis). As apresentações reforçam o diálogo entre arte, território e memória coletiva. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo sympla.com.br. Informações detalhadas também estão disponíveis no Instagram: @teatrogueroba. Este projeto foi contemplado pelo edital de Fomento ao Teatro (11/2024) e pelo edital de Fomento à Manutenção continuada de grupos e companhias artísticas (16/2024) da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), viabilizados pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo de Goiás. 


A dramaturgia parte de um enredo íntimo e ao mesmo tempo universal: em meio a um dia de festa, um homem comum, após um embate simbólico com Deus, revisita sua trajetória e se confronta com perguntas sobre destino, responsabilidade e tragédia. Entre a zona rural e a cidade, a obra constrói uma dramaturgia que atravessa o Brasil, tensionando os efeitos da pandemia e os embates de uma sociedade marcada pela polarização.


Inspirado em referências como Darcy Ribeiro, tradições ancestrais negras e indígenas e manifestações populares como a Folia de Reis, o espetáculo entrelaça elementos documentais e simbólicos. Cruzes fincadas na terra, números que evocam perdas de uma pandemia que ainda marca o mundo contemporâneo, e a presença da natureza — como a gueroba (guariroba), palmeira do Cerrado altamente resistente ao fogo, que rebrota com as chuvas — são elementos que compõem uma narrativa visual e sensorial sobre vida, morte e permanência.


Teatro como encruzilhada de sentidos


Com direção de Hercules Morais, a obra mantém a potência estética e política já destacada em sua estreia, quando foi apresentada como uma experiência que “chacoalha o espírito” e convoca o público a refletir sobre o tempo presente. A encenação investe em uma linguagem imagética intensa, na qual corpo, som e matéria orgânica se tornam dispositivos de pensamento.


A pesquisa do coletivo Teatro Gueroba dialoga com diferentes tradições — da tragédia clássica à performance contemporânea — e constrói uma cena que desafia convenções, propondo uma experiência que ultrapassa a narrativa linear e aposta na sensorialidade como caminho de compreensão.


Sobre o espetáculo e a nova circulação, o diretor destaca o caráter vivo e transformador da obra: “‘Republikkk” nasce desse desejo de tornar visível aquilo que muitas vezes permanece invisível em nós e no país. Eu propus a esse coletivo uma imersão radical, como uma travessia coletiva pelos territórios do cerrado goiano, e durante meses toda a equipe viveu junta em casas rurais, roças e pequenos povoados, partilhando o cotidiano, ouvindo histórias e atravessando festas populares, cemitérios antigos, terreiros e saberes ancestrais. Mas o processo segue, a cada apresentação, a cada cidade, quando o espetáculo se reinventa como uma encruzilhada de memórias, onde o público é convidado a olhar para o que vivemos, para o que perdemos e, sobretudo, para o que ainda pode florescer. A obra, para mim, nasce justamente nesse lugar de encontro: quando a cena termina, mas o pensamento continua. O entre, um e o outro... E o invisível que se tece nesse espaço de complementaridade e compartilhamento.”, comenta Hercules. 


Exposição: Um projeto nascido do território


Sediado em Ouvidor, no interior de Goiás, o Teatro Gueroba reúne artistas de diferentes regiões do país e desenvolve um trabalho voltado à investigação de territórios ameaçados e modos de vida em risco. “Republikkk” é o primeiro espetáculo do coletivo e inaugura o ciclo “Os Brasis de Darcy – Biografias de um País em Extinção”, projeto que prevê expedições por biomas como Cerrado, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.


A partir dessa pesquisa em campo — que percorreu territórios como o Pampa (Porto Alegre/RS), o Cerrado (Cavalcante/GO), a Mata Atlântica (Mariana/MG) e o Pantanal (Aquidauana/MS) — o grupo também concebeu a exposição “Os Brasis de Darcy”, que será apresentada durante a temporada em Goiânia, entre os dias 15 e 19 de abril, no LACENA (UFG). A mostra reúne registros, materiais e desdobramentos artísticos das expedições, investigando biomas em risco de extinção e os impactos ambientais nas comunidades locais.


A exposição se configura como uma instalação imersiva, que transporta o público para uma experiência sensorial dos biomas brasileiros ameaçados. Utilizando sons, materiais naturais e histórias humanas, a proposta constrói uma jornada contínua e fluida, conectando diferentes territórios em um ciclo que evidencia tanto processos de degradação quanto de resistência.


Inspirada pelo pensamento do antropólogo Darcy Ribeiro, a mostra amplia o escopo do espetáculo ao deslocar o olhar da crise sanitária — presente em Republikkk — para as crises ambientais que atravessam diversas regiões do país. Conduzida por artistas-pesquisadores, a proposta busca captar dimensões sensíveis dos territórios visitados, revelando histórias, memórias e experiências que escapam às análises técnicas e reafirmam a complexidade de um Brasil múltiplo, em permanente disputa e transformação.


Ações formativas integram a temporada


Além das apresentações, a temporada contará com a realização de duas oficinas formativas conduzidas por integrantes do Teatro Gueroba, voltadas prioritariamente para estudantes do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), com a disponibilização de 10 vagas para a comunidade em geral.


As atividades serão ministradas pela diretora de arte Clíssia Morais, com foco em processos de criação e construção de visualidade em cena, e pela figurinista Sandra Machado, que abordará a relação entre história da moda e criação de figurinos, reunindo práticas e reflexões a partir de suas trajetórias no teatro, cinema e pesquisa de campo


Circulação amplia alcance da obra


Nesta nova temporada, o espetáculo amplia seu alcance e se aproxima de diferentes públicos, ocupando espaços acadêmicos e equipamentos culturais em três cidades. A circulação acontece após a participação do trabalho na MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, onde foi apresentado com expressiva recepção de público e crítica, consolidando sua relevância no cenário contemporâneo das artes cênicas brasileiras.


A circulação por Ouvidor, Goiânia e Anápolis reforça o compromisso do grupo com a descentralização cultural e com o diálogo direto com comunidades diversas, mantendo viva a proposta de pensar o Brasil a partir de seus múltiplos territórios.


Crítica especializada


A força estética de Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco também tem sido destacada pela crítica especializada, que aponta a visualidade da obra como um dos seus principais vetores de sentido.


Em análise sobre o espetáculo, o pesquisador e crítico Bob Sousa observa que a encenação constrói “um campo de forças onde matéria, corpo e memória disputam sentidos”, transformando o palco em um território simbólico de alta densidade, no qual elementos como a árvore seca, o feno e as cruzes não apenas ilustram, mas corporificam o luto coletivo e as tensões do país. Para ele, a obra propõe uma experiência sensorial que recusa leituras simplificadoras e aposta na potência das imagens para provocar o espectador, instaurando uma visualidade que “incomoda, insiste e reverbera” diante de um Brasil em constante disputa e reinvenção. (https://www.bobsousa.com.br/analises/imagens-para-depois-do-fim).


Bob Sousa é fotógrafo, pesquisador e doutorando em Artes Cênicas, além de jurado de Teatro da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes – e de Artes Visuais do Prêmio Arcanjo de Cultura. Bob também é autor do livro Retratos do teatro (Editora Unesp). 


Sinopse


Em um dia de festa, um homem comum, após brigar com Deus, revê a própria história e se pergunta como poderia ter evitado uma tragédia. Entre a roça e a cidade, a obra investiga a resposta à pandemia e a reatividade de uma política polarizada. Vida e morte, tempo e esperança atravessam uma dramaturgia sobre um Brasil multiforme e o risco de extinção do Cerrado.


Alerta de conteúdo sensível


Referências a luto e menções à pandemia. Uso de fumaça e material orgânico em cena (possíveis alérgenos). Trilha sonora com frequências graves e interação com o público.


Ficha técnica

Concepção e direção: Hercules Morais; Assistente de direção: Mariana Brand; Dramaturgia: Angela Ribeiro, Hercules Morais; Elenco: Hercules Morais, Ivana Thais, Paulo Victor Gandra, Marcelo Villas Boas, Magno Argolo; Participação especial:  Mariana Brand e Thiago Machado; Preparação corporal e direção de movimento: Paulo Victor Gandra; Preparação vocal: Hercules Morais; Direção de arte: Clíssia Morais; Cenografia: Clara Lindorfer; Figurinos: Sandra Machado; Visagismo: Hercules Morais; Adereços: Olivio de Oliveira, Jesus Walkir Pedroso; Desenho de luz: Docini; Operador de luz: Abner Felix; Música original: Renato Navarro; Desenho de som e operação: Renato Navarro; Comunicação: Rizoma Comunicação & Arte; Design e vídeos de divulgação: Cíntia Marques e Leonardo Alcântara - Projeto Ande; Assessoria de imprensa: Lumieira Comunicação; Produção executiva: DuCerrado Produções; Produção Local (Goiânia): Procena Produtora Cultural; Intérprete de Libras (Ouvidor): Débora Adomaitis; Intérprete de Libras (Goiânia e Anápolis): Samanta Melo Moreira; Correalização: Instituto REC; Realização: Teatro Gueroba.



Serviço:


Coletivo Gueroba apresenta “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco”Classificação: 14 anosAviso: Há momentos de som em volume alto. 


Cidades e locais:


Ouvidor\GO - 12 de abril (domingo), às 18h

(com interpretação em Libras)

Local:  Comunidade Paraíso de Cima

Sede do grupo - Roça / Fazenda Santa Maria da Mata, casa 2

Ingressos gratuitos: 


Goiânia\GO - 15 a 19 de abril (qua a sáb - 19h / dom - 18h)


Espetáculo Republikkk

Local:  Teatro LACENA (Laboratório de Estudos do Espetáculo e Artes da Cena) da Universidade Federal de Goiás 


End.: Sala 2, Pavilhão de Artes da Cena Prof. Hugo Zorzetti, Câmpus Samambaia (entre o prédio da EMAC e a Biblioteca Central)


As sessões dos dias 15 (quarta) e 19/04 (domingo) contam com Interpretação em Libras. 


Exposição “Os Brasis de Darcy"

15 a 19/04 - das 14h às 18h - no Espaço LACENA/UFG. 


Ingressos gratuitos:


Anápolis\GO - 24 a 26 de abril (sex a dom)

(sexta, às 19h /  sábado, às 16h e 19h / domingo, às 18h)

Teatro Municipal de Anápolis

Endereço: Av. Brasil Sul, 200 - St. Central


A sessão do dia 26/04 (domingo) conta com Interpretação em Libras. 


Ingressos gratuitos:


Mais informações:


Este projeto foi contemplado pelo edital de Fomento ao Teatro e pelo edital de Fomento à Manutenção continuada de grupos e companhias artísticas da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), viabilizados pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo de Goiás. 


Assessoria de imprensa - Lumieira Comunicação

Ana Paula Mota | 62 9 9941 5464

Nádia Junqueira Ribeiro | 61 9 8281 0759 



 
 
 

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